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17 janeiro 2018

Artrose da base do polegar: haverá solução?

Muito se fala das artroses, do seu carácter progressivo e incapacitante e da sua inevitabilidade. Curiosamente a mão é a localização anatómica onde as artroses são mais frequentes, e ao contrário do que acontece nos dedos longos em que geralmente são bem toleradas, no polegar são sinónimo de desconforto e limitação funcional.

A rizartrose ou artrose da base do polegar é por definição um processo degenerativo (desgaste da cartilagem) da articulação trapézio-metacarpiana. É claramente mais frequente no sexo feminino e habitualmente a partir dos 40-45 anos. Na maioria das situações não é identificável uma causa para o seu aparecimento, contudo estão identificados fatores de risco, nomeadamente fatores hereditários, traumatismos prévios (fraturas ou entorses) e fatores ocupacionais (nomeadamente atividades ou trabalhos “exigentes” para o polegar).

Na maioria das situações os doentes começam por notar o aparecimento de uma dor na base do polegar, sobretudo com os esforços. À medida que a doença progride surge a dificuldade ou mesmo incapacidade em realizar tarefas básicas como abrir um frasco ou uma porta, dar à chave do carro ou até escrever. Nos estádios mais avançados surge um “inchaço” na base do polegar, sente-se uma crepitação à mobilização, e esta habitualmente está limitada. A dor nos períodos de agudização, quando a articulação está mais inflamada, pode mesmo não ceder à analgesia e impedir de dormir. O diagnóstico é clínico, contudo será sempre necessário realizar um estudo radiológico para confirmação diagnóstica e para estadiamento de forma a avaliar a extensão patologia.

O tratamento da artrose da base do polegar deve ser individualizado de acordo com os sintomas (por exemplo, dor no polegar, dores na mão, dores nas articulações da mão), estádio da doença e necessidades específicas de cada doente. Infelizmente não há forma de evitar o seu aparecimento nem de evitar a sua progressão. Contudo a boa notícia é que muitas vezes é possível controlar os sintomas e devolver a qualidade de vida com o tratamento conservador. Este passa pelo uso de analgésicos e anti inflamatórios, tala imobilizadora do polegar, tratamento fisiátrico e eventualmente infiltração com corticoide ou ácido hialurónico. Se mesmo assim a dor e/ou limitação funcional da mão persistir está indicado o tratamento cirúrgico, feito geralmente em regime de ambulatório. É possível fazer uma substituição total da articulação com colocação de um implante, que permite uma recuperação rápida, ou em alternativa retirar um dos ossos atingidos (trapézio). Estas técnicas permitem resolver a dor e simultaneamente preservar a mobilidade e força do polegar.
Por isso respondendo à questão: há sempre uma solução.

O Trofa Saúde Hospital dispõe de uma equipa de profissionais altamente especializada na patologia da mão, punho e cotovelo. Para um melhor acompanhamento e tratamento, marque a sua consulta e tire as suas dúvidas com os nossos especialistas. 

Quer saber mais sobre esta patologia? Clique aqui e veja o vídeo que preparámos para si.

Redigido por Dr. Alexandre Pereira (OM43784), Ortopedista especializado em Mão, Punho e Cotovelo no Trofa Saúde Hospital em Matosinhos, Gaia e Alfena.

Artrose da base do polegar: haverá solução?

 

 

Saiba mais sobre a Ortopedia do Trofa Saúde Hospital aqui.

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