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02 fevereiro 2020

Medo e Ansiedade na Infância e Adolescência: quais as fronteiras?

Este medo vai alguma vez desaparecer? Será que vou conseguir dormir sozinho? Como é que faço para tirar os monstros da minha cabeça? Estas são algumas das perguntas que as crianças me fazem na consulta de psicologia.

Mas afinal é normal as crianças terem medo? Claro que sim. O medo é uma emoção primária, é uma reposta natural a um estímulo que representa uma ameaça ao bem-estar ou à segurança da criança. Do ponto de vista afetivo e fisiológico cria sentimentos de tensão, apreensão ou desconforto, verificando-se uma ativação do sistema nervoso autónomo simpático com o objetivo de, face a uma situação perigosa e/ou ameaçadora, preparar a pessoa para a luta ou para a fuga. Vejamos alguns exemplos: o medo das alturas parece estar ligado a uma tarefa de exploração do meio, por forma a ajudar o bebé a preservar a sua integridade física; entre os 6 meses e o 1º ano de vida os medos relacionam-se com adultos estranhos e com a separação das suas figuras de vinculação. Entre 2 e os 6 anos é frequente o medo dos animais, o medo do escuro, de potenciais assaltantes e até de criaturas imaginárias. As crianças entre o período pré-escolar e o início do escolar encontram-se no estádio pré-operatório, em que ainda não conseguem distinguir a fantasia da realidade, o que explica o aparecimento destes medos.

No período escolar, quando as crianças já têm um pensamento operatório-concreto e um raciocínio dedutivo, tendem a surgir novos medos, relacionados com a integridade física (ferimentos, morte, sofrimento físico), com catástrofes naturais, insucesso escolar e medos que lhes são induzidos pelos media.

No período da adolescência, entre os 12 e os 18 anos, os medos mais prevalentes têm a ver com a autoimagem, possível rejeição pelos pares, insucesso escolar, problemas de saúde, embaraço social e sexualidade.

As respostas defensivas estão fortemente relacionadas com potenciais sinais de perigo. No entanto, quando o medo transcende o nível desenvolvimental normativo e se torna excessivo e com impacto clínico significativo em áreas importantes do funcionamento (escola e casa) podemos estar perante uma Perturbação de Ansiedade. Nestes casos é importante recorrer a um Psicólogo.

A Ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura “e se…?”, em que a criança ou o adolescente podem experimentar sensações psicofisiológicas como taquicardia, tremores, suores, hiperventilação, estados de tensão muscular, entre outros. Ao nível dos pensamentos, a criança com ansiedade tende a exacerbar crenças como seja “eu nunca vou conseguir” e “sou fraco”, por exemplo. Para além disto, a nível comportamental podemos verificar estados de vigilância e evitamento de determinados contextos.
As Perturbações de Ansiedade são muito variadas, seja nos tipos de objeto ou situações a que se refere, e a intervenção psicológica tem mostrado resultados bastante positivos. Nós, Psicólogos, podemos ajudar as crianças e os adolescentes a ultrapassarem o medo de ter medo.

Redigido por Dr.ª Marta Magalhães Basto (OPP022380), Psicóloga Infantil no Trofa Saúde Hospital da Boa Nova

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