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22 outubro 2020

O que precisa de saber sobre Hemorróides

Todos temos hemorróides. São saculações vasculares que, quando cheias, em repouso, integram a complexa função da continência anal – ajudam a conter os gases e as fezes.

A Patologia Hemorroidária, o estado de doença, corresponde a sintomas comuns na sociedade, amplamente descritos na literatura histórica, mais frequentemente a hemorragia, o prolapso e a dor. Resulta, em grande medida, da modernidade, não só em relação com os hábitos dietéticos, mas também em relação com o sedentarismo, a manutenção de posições prolongadas e, se quisermos ir mais longe, com a remota aquisição da bipedestação. A força da gravidade e o esforço defecatório tendem a atuar no mesmo sentido, agredindo e degenerando os tecidos que sustentam esses vasos, acelerando o seu envelhecimento natural. Mas existem vários outros intervenientes, como os hábitos pessoais, as vivências passadas, as perturbações psiquiátricas e as comorbilidades – outras doenças cujo impacto no aparelho digestivo e circulatório condiciona a saúde das hemorróides.

Qualquer avaliação sumária, sem cuidadosa apreciação dos vários potenciais fatores de risco, pode terminar num diagnóstico incompleto ou errado e numa estratégia terapêutica ineficaz ou até desastrosa.

O doente que sofre de Doença Hemorroidária raras vezes necessita de um Cirurgião, enquanto “operador”, em primeira mão – as situações com indicação cirúrgica clara e imperiosa, ao fim da primeira consulta, constituem a exceção. E ainda bem, dado que o “património hemorroidário” de cada um é finito, a continência anal tende a degradar-se com o tempo e é interessante preservar o que é recuperável. No entanto, o Cirurgião Colorretal, com dedicação particular à doença, possui um armamentário alargado – e não apenas cirúrgico – para abordar as várias fases da doença, e não apenas as mais avançadas e graves – aquelas que mais beneficiam de intervenção cirúrgica.

O diálogo fluído, a empatia e um ambiente sereno propício à discussão e observação do problema são cruciais para uma avaliação abrangente. A realização de exames complementares de diagnóstico encontra-se, muitas vezes, indicada, na maioria das vezes, para despiste de outros diagnósticos.

A Cirurgia, como intervenção máxima, não é só uma e deve ser adequada às caraterísticas do doente e da doença, para resultados satisfatórios.

Como em muitas outras coisas na vida, deixar de sofrer implica, antes de mais, encarar o problema: não é normal sangrar pelo ânus; não é aceitável viver com desconforto anal. Converse com quem entende o seu problema.

Redigido por Dr.ª Inês Bessa (OM46326), Médica especialista em Cirurgia Geral com diferenciação em Cirurgia Colorretal no Trofa Saúde Boa Nova (em Matosinhos)

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