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26 outubro 2020

O Terapeuta Ocupacional pode ajudar o meu filho?

O Terapeuta Ocupacional é um profissional da área da saúde, que intervém com crianças, adultos e idosos com dificuldades no desempenho ocupacional. Estes problemas podem ter origem em disfunções físicas, mentais, do desenvolvimento, entre outras. O objetivo é melhorar o desempenho ocupacional, desenvolvendo competências de forma a tornar a pessoa o mais funcional e autónoma possível nas suas Ocupações (atividades da vida diária, brincar, atividades educacionais, participação social), de modo a contribuir para melhoria da qualidade de vida.

Amanhã, dia 27 de outubro, celebra- se o Dia Mundial da Terapia Ocupacional. O Terapeuta Ocupacional avalia funções sensoriais, percetivas, físicas e sociais, bem como fatores ambientais que influenciam e condicionam o desempenho nas atividades. É também responsável por estudar a necessidade de tecnologias de apoio, e de eliminação de barreiras, que condicionem a participação.

No Trofa Saúde Boa Nova (em Matosinhos), esta valência atende essencialmente crianças e jovens, com uma intervenção baseada nos princípios da Teoria de Integração Sensorial.

A integração sensorial é a capacidade que o nosso cérebro tem de organizar e interpretar a informação sensorial recebida, permitindo-nos dar uma resposta adaptada ao ambiente. Quando algo altera este processo podem verificar-se problemas no desenvolvimento, aprendizagem e comportamento.

A identificação de alguns comportamentos ou caraterísticas numa criança e a consciência de que o dia a dia desta podem ser mais difíceis do que o esperado, tal como o alcance de sucesso nas diferentes atividades permite procurar apoio terapêutico especializado.

Sinais de alerta nas crianças:

  • Alto nível de atividade (parece estar constantemente em movimento) ou baixo nível de atividade (muito sedentário);
  • Postura desadequada na posição de sentado, apoiando a cabeça quando faz trabalhos, ou debruçando-se sobre a mesa;
  • Dificuldade nas atividades de motricidade fina;
  • Dificuldade nas atividades da vida diária, como na alimentação em cortar a comida, no vestir ao abotoar/desabotoar, calçar, apertar cordões etc.
  • Dificuldade em graduar a forma que utiliza o lápis e a pressão a exercer no lápis (o trabalho escrito é muito claro ou muito carregado; parte constantemente o bico do lápis ou rasga a folha);
  • Na escrita, apresenta letra irregular, com pobre espaçamento entre letras e palavras, desorganizada e com dificuldade em permanecer na linha durante a escrita;
  • Dificuldade em trabalhar de forma autónoma, sem necessidade de orientação;
  • Tem mais problemas do que seus pares a escrever no caderno, manter a mesa e material organizado e terminar as tarefas a tempo;
  • Dificuldade em participar de forma adequada em atividades motoras (ex.: dificuldade no saltar ou correr; não alterna pés ao subir escadas; aparenta ter pobre equilíbrio);
  • Parece trapalhão, tropeça frequentemente e esbarra nas coisas;
  • Ao andar pode bater com força com os pés no chão ou então andar muito em bicos de pés;
  • Revela medo de andar de baloiço, descer escadas sem apoio ou andar em superfícies instáveis;
  • Tem necessidade de tocar e mexer em tudo ou, pelo contrário, evita o toque, algumas texturas e não gosta de se sujar;
  • Corre riscos excessivos e frequentemente demonstra pouca consciência de segurança;

Se identificou algum destes sinais de alerta, procure o que está subjacente a essa alteração, com uma avaliação de Integração Sensorial com um Terapeuta Ocupacional, de forma a facilitar uma intervenção atempada, com vista a maximizar a participação e desenvolvimento global do seu filho.

Redigido por Terapeuta Elsa Almeida (C-029149169), Terapeuta Ocupacional no Trofa Saúde Boa Nova (em Matosinhos)

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