Voltar

Notícias e Eventos

Últimas entradas sobre a nossa atividade

09 abril 2018

Obstrução Nasal - Porque preciso de uma Rinosseptoplastia?

A obstrução nasal causada pelo chamado “septo nasal desviado” ou pela “pirâmide nasal torta”, para usar termos commumente evocados é um dos motivos de consulta mais frequente na minha prática clínica. A resolução deste problema requer frequentemente intervenção sobre o septo nasal (“parede mestra que divide o nariz) e a pirâmide nasal (ossos e cartilagens que dão a forma externa ao nariz. Frequentemente vejo que muitos clientes optam exclusivamente por tratar o septo nasal descurando o tratamento da restante “pirâmide”- o que na minha opinião não faz sentido. Fazer “obras” nas paredes interiores de uma casa (septo) deixando as paredes exteriores desalinhadas (pirâmide) falando metaforicamente, não conduz a resultados satisfatórios. A Rinosseptoplastia é um procedimento cirúrgico que visa a modelação do nariz quer no seu tamanho quer na sua forma. O objetivo é harmonizar o nariz com o resto da face tornando-o proporcional e adequado aos restantes elementos faciais, melhorando ao mesmo tempo a função respiratória. O nariz deve ser encarado como o elemento central da face mas não deve ser chamar a atenção de quem nos observa sob pena de se desvalorizarem outros elementos como os olhos, o cabelo e os lábios. Quando o nariz chama demasiado a atenção quando conhecemos alguém perde-se de imediato o primeiro contato visual e frequentemente os indivíduos com narizes desproporcionais ao seu rosto sentem algum desconforto num primeiro encontro.

O meu objetivo principal numa Rinosseptoplastia é criar um nariz que tenha um aspeto natural e harmonioso e que, sobretudo não pareça um nariz operado. As formas que imprimimos cirurgicamente num nariz devem ser formas que existem na natureza, só assim um nariz pode ser considerado unanimemente belo. Também nunca devemos esquecer-nos de que um nariz desempenha um importante papel fisiológico e de que a sua nova forma deve aumentar o fluxo nasal e melhorar a respiração e nunca o contrário.

Em termos técnicos existem duas vias de abordagem cirúrgica: aberta e fechada. A via aberta uso para casos mais complexos que exigem mudanças ao nível da ponta nasal e do dorso quer em altura quer em largura. A via fechada uso para casos mais simples que exigem mudanças menos marcadas. Embora o nome faça antever uma técnica completamente diferente da outra (aberta vs. fechada) a realidade é que a única diferença visível entre estas duas técnicas é uma pequena incisão de aproximadamente 5mm.

A cirurgia rinosseptoplástica foi sempre associada a um pós-operatório penoso e doloroso, no entanto tal não é verdade. Com as técnicas que usamos atualmente, como os materiais absorvíveis que colocamos dentro do nariz no final da cirurgia para impedir as hemorragias não existe desconforto significativo. O doente tem de estar no entanto preparado para o aparecimento de algumas pisaduras na região dos olhos que no entanto são completamente indolores e facilmente disfarçadas pelo uso de cremes protetores solares com cor.

A Rinosseptoplastia é acima de tudo uma cirurgia que me emociona e inspira. Quando vejo o olhar de felicidade dos meus clientes no dia em que lhes removo o penso e eles observam pela primeira vez o seu “novo” nariz redobro o meu entusiasmo e paixão por esta cirurgia. Aliar um aspeto estético mais atraente com uma respiração de maior qualidade é sem dúvida uma importante melhoria da qualidade de vida. Só com procedimentos combinados deste modo podemos ser verdadeiramente bons técnicos – quando nos emocionamos e emocionamos os outros com os nossos resultados". Para um melhor acompanhamento e tratamento, marque a sua consulta e tire as suas dúvidas com os nossos especialistas.

Redigido por Dr. Filipe Magalhães Ramos (OM45802), Coordenador do Serviço de Otorrinolaringologia no Trofa Saúde Hospital em Alfena e membro do corpo clínico em Matosinhos, Braga Sul e Braga Centro

Voltar

09 julho 2020

ATENDIMENTO URGENTE DAS 8H ÀS 20H

09 julho 2020

Acordo SNS P1: Análises Clínicas e Gastrenterologia

09 julho 2020

A abordagem terapêutica na asma