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30 julho 2020

Osteoporose: é ou não a “doença da velhice”?!

Já todos nós ouvimos falar em osteoporose e de todas as “mezinhas” e “vitaminas” disponíveis no mercado para a evitar ou até curar. É por essa razão que hoje abordamos esta doença a fundo. 

Afinal, de que se trata a “osteoporose”? Se nos reportarmos à sua origem grega, temos a definição clara e objetiva do que se trata, sem precisarmos de nos alargar através de conceitos técnicos e científicos que nos deixarão ainda mais confusos: “Ossos- Porosos”. É exatamente assim que os nossos ossos ficam, com o passar do tempo, quando são acometidos desta doença: frágeis e menos densos.

Esta patologia surge com maior expressão a partir dos 35 anos de idade nas mulheres e dos 40 nos homens. Este aparecimento, mais cedo, nas mulheres deve-se ao facto de existir uma redução da circulação de estrogénio (hormona feminina) e do aproximar da menopausa.

Trata-se de um envelhecimento do osso, motivado pelo avançar da idade ou até pelo uso de substâncias medicamentosas, como os corticoides ou pelo próprio estilo de vida, como consumo de álcool e tabaco, que aceleram esse processo de degradação do osso.

E agora perguntam-nos: “Que problemas poderemos ter no nosso corpo quando sofremos dessa doença?”.

Ora, a osteoporose em si não causa dor, mas os ossos podem tornar-se de tal forma débeis que se fraturam espontaneamente ou à mínima pressão.

Na coluna, que é área em que nos debruçamos, as consequências podem ser bastante graves, mas as soluções médicas que existem e que são praticadas diariamente têm, felizmente, respondido às necessidades dos nossos doentes, proporcionando-lhes uma vida sem dor e satisfatória. E não, não falamos de “mezinhas” nem de “vitaminas milagrosas”, que se compram por telefone.

Mas antes de lá chegarmos, podemos adiantar que, apesar de estarmos perante uma doença, digamos, “normal da idade”, podemos evitar o seu aparecimento precoce, adotando um estilo de vida saudável, não consumindo tabaco ou álcool, praticando desporto físico e regular, não excessivo, e adotar hábitos alimentares que respeitem a roda dos alimentos.

Quando nos surge um doente com uma fratura na coluna motivada por uma queda – o caso mais típico – e que caso não tivesse osteoporose aquela fratura não teria ocorrido, a resposta médica, imediata e eficaz, passa, maioritariamente, pela cirurgia e intervenção direta na zona fraturada.

Apesar de menos usual, existem casos em que o uso de coletes ortopédicos, auxiliados de medicação para controlar a dor enquanto o osso regenera e cicatriza a fratura ocorrida, apresenta-se-nos como solução suficiente.

Por outro lado, quando esta não é a resposta eficaz, a cirurgia, atendendo ao caso em concreto e ao tipo de lesão existente, poderá ser mais ou menos invasiva. O tratamento a adotar terá de ser estudado pelo seu Ortopedista, pois existe uma panóplia de fatores que poderão levar o seu médico a aconselhar-lhe uma ou outra hipótese, mas só desta forma a solução será satisfatória e sem dor – como o doente o pretende.

A osteoporose é assim, permitam-nos a expressão, a “doença da velhice”, que a idade e a sabedoria nos traz a todos. Está do nosso lado evitar o seu aparecimento precoce e a minimizar o seu impacto nas nossas vidas. No entanto, não sendo evitável, afortunadamente, ao longo dos últimos 20 anos a prática cirúrgica conseguiu combater o impacto desta doença no nosso corpo, trazendo a qualidade de vida que todos merecemos gozar.

Redigido por Dr. Hugo Aleixo (OM51450), ortopedista especializado em coluna no Trofa Saúde Boa Nova (em Matosinhos) e Maia

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