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07 novembro 2019

Papel da reconstrução mamária no processo terapêutico do cancro da mama

O cancro da mama é o mais frequente na mulher, estimando-se que possa vir a afetar 1 em cada 8 mulheres ao longo da vida. O rastreio, o diagnóstico precoce e as opções terapêuticas hoje em dias disponíveis, permitiram diminuir a letalidade desta patologia, permitindo hoje falar, no nosso país, de taxas de sobrevida na ordem dos 85% aos 5 anos, colocando-nos no pelotão da frente dos países da Europa em relação à sobrevivência à doença.

Mas, e apesar do imenso benefício das atuais opções terapêuticas no incremento da sobrevivência, o tratamento, nomeadamente cirúrgico, do cancro da mama é mutilante, deixando sequelas físicas e psicológicas importantes.

Nos nossos dias, o tratamento do cancro da mama é multidisciplinar, envolve equipas de profissionais de saúde de diferentes especialidades e compreende diferentes armas terapêuticas em sucessivas etapas. Não se considera atualmente completo o tratamento desta doença sem a opção reconstrutiva.

O objetivo da reconstrução mamária é recriar, tanto quanto possível, a forma e volume da mama, restaurando a simetria mamária, restituindo o simbolismo do órgão na feminilidade e autoestima da mulher.

Cada doente terá uma abordagem reconstrutiva individualizada. Neste processo, na consulta de Cirurgia Plástica, há três questões importantes a ter em mente perante cada caso: quem? quando? e como?

Quem? - nem todas as doentes estarão nas condições desejáveis para realizar a intervenção reconstrutiva; muitas vezes é necessário corrigir fatores de risco, previamente à operação para minimizar complicações e otimizar resultados.

Quando? – há essencialmente dois tempos para a reconstrução:

  • imediata, quando se realiza no mesmo tempo operatório da mastectomia, possibilitando que a doente nunca passe pela situação de mastectomizada;
  • diferida, quando se realiza meses após a mastectomia e outros tratamentos complementares. Esta decisão faz parte da estratégia terapêutica multidisciplinar e, depende das características do tumor e dos tratamentos previstos.

Como? – existem variadas técnicas de reconstrução mamária, que se podem dividir em autólogas (com recurso a diferentes tecidos de diversas partes do corpo) e heterólogas (utilizando materiais sintéticos, como os implantes mamários). Esta escolha é complexa; cabe ao Cirurgião Plástico analisar as caraterísticas morfológicas de cada doente, exigências da sua atividade física e profissional, considerando patologias associadas, fatores de risco e preferência pessoal, de modo a pesar o risco e benefício de cada técnica, optando pela que melhor se enquadre e satisfaça cada caso em particular.

Ao desfio de vencer a doença junta-se o de retomar a vida normal em todas as suas vertentes; poder vestir a roupa habitual, ir à praia, ao ginásio e estar na vida íntima sem constrangimentos. A reconstrução mamária está presente neste caminho e, é para muitas mulheres, uma etapa importante na recuperação da autoestima e qualidade de vida. Existem atualmente opções cirúrgicas com diferentes técnicas que podem ajudar a atingir este objetivo, sendo este o papel da Consulta de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética no tratamento do cancro da mama.

Redigido por Dr. Rui Barbosa (OM39091), Especialista em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva e Estética, no Trofa Saúde Hospital da Boa Nova

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