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23 fevereiro 2020

Sofrimento Emocional

Faz parte da condição humana lidar com situações de vida dolorosas, a dor física e a dor mental. Todo o indivíduo vive, ao longo da sua existência, momentos de crise, perdas afetivas, conflitos familiares, deceções amorosas, entre tantos outros acontecimentos geradores de sofrimento.

A dor é transversal a todos os seres humanos, no entanto cada um vive e sente a sua dor de forma particular e única. As “dores” são fundamentais para o desenvolvimento do ser humano. Desde cedo nos habituamos às “dores de crescimento”, a frustrar os desejos e a criar alternativas na procura da satisfação do prazer. Quando a dor é grande, o ego, para se proteger da experiência dolorosa, remete para o inconsciente aquilo que não tolera, criando memórias afetivas que ficam gravadas, mas ocultadas da consciência, às quais não temos acesso.

A dor, por outro lado, também nos protege, funcionando como uma espécie de sistema de alarme que nos indica a presença de ameaças externas. Quando colocamos a mão numa superfície quente, sentimos dor e instintivamente a retiramos como forma de autoproteção. Com as emoções o mecanismo é semelhante! É a dor que nos permite defender e proteger de determinadas ameaças: cuidar e procurar de novo o bem-estar. Estamos perante uma dor que nos é útil.

Quando o indivíduo fica mergulhado na sua dor emocional podemos considerar que está psicologicamente doente. Por vezes, o sofrimento psíquico pode ser sentido como intolerável e desorganizador da nossa vida e mente originando desespero e impotência para lidar com o mesmo. Impede-nos de pensar de forma organizada e construtiva e de elaborar hipóteses viáveis para lhe dar sentido. Em face disto, o indivíduo é levado a procurar ajuda. Podemos pressentir que há algo errado, mas não sabemos o quê. Acontece deslocarmos para o corpo aquilo que não conseguimos digerir na mente levando a que este adoeça. Não é estranho que o sofrimento que permanece sem sentido encontre escape no corpo; nos dispare o coração num aparente problema cardíaco, nos irrite a pele como uma alergia ou nos agrida sob a forma de infeção… Nestes casos falamos de dor psicossomática, onde coexistem a dor psíquica e a dor física. Nem sempre o processo de procura de equilíbrio é rápido, nem sempre sequer é possível fazê-lo a sós, connosco próprios.

Na origem de todo o pedido de ajuda (médico ou psicológico) estão sentimentos de mal-estar, que, por sua vez, podem desencadear uma sensação de incompreensão colocando o indivíduo num estado de solidão perante a sua dor e reforçando sentimentos Auto depreciativos.

Neste contexto, o psicólogo//psicoterapeuta aparece como alguém que acolhe a pessoa nas suas diversas dimensões. Através de um acompanhamento psicoterapêutico, propõe-se compreender e transformar a narrativa individual, aumentando o seu autoconhecimento. É com a interiorização de uma “nova relação” (Coimbra de Matos, 2011) empática e gratificante, que se espera o alívio da dor e um amadurecimento e fortalecimento psicológico.

Redigido por Dr.ª Maria Manuel Assunção (OPP6104), Psicóloga no Trofa Saúde Hospital Senhor do Bonfim e Boa Nova

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